Vigias geram problemas ao apitarem durante a madrugada


O costume dos vigias noturnos de apitar durante a ronda pelos bairros tem gerado transtornos à população.

O silêncio da noite nas ruas quase desertas é cortado pela sirene. O barulho avisa os moradores que o vigilante noturno está na área.

“Como já comentei com alguns moradores, um dos aspectos negativos é se tiver alguém roubando, o suspeito escuta a sirene e pode ficar escondido, esperando o vigia passar.

Segundo o advogado Sérgio Paulillo, o barulho tem tirado o sono de alguns moradores. “O barulho da sirene não é esporádico, é toda noite e o período varia às vezes de meia em meia hora, 20 em 20 minutos, às vezes até menos.

Essa ação é uma violação da ordem pública e acaba acarretando um problema maior que é de saúde publica, quando as pessoas não têm o sossego assegurado, o descanso e acabam sendo prejudicadas na sua vida diária”, apontou.

Legislação De acordo com o promotor de Justiça Sérgio Domingo, o barulho excessivo dos vigilantes pode desrespeitar a lei. “É contravenção quando um morador se incomoda e passa a reclamar. O artigo 42 é muito claro, a perturbação do sossego se caracteriza como exercer profissão ruidosa ou fazer barulho que perturbe o sono de alguém. Quem descumprir está sujeito à pena de prestação de serviço à comunidade e pecuniária de cesta básica a deficientes”, explicou.

Para o morador, o som alto desrespeita ainda uma lei municipal de combate à poluição sonora e que prevê multas. Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro também proíbe o uso de buzinas à noite.