Sem fiscalização, trânsito da Marília segue sendo um ‘paraíso da desordem’


É diariamente a partir das 17h que as ocasiões de risco e o barulho se ampliam, mas comerciantes estabelecidos e moradores testemunham que os abusos acontecem a plena luz do sol, a qualquer hora e das mais diversas formas.


Pai e mãe de todos os demais problemas, são a irresponsabilidade no trânsito, de uma pequena mais expressiva parte dos motociclistas e motoristas e a completa falta de fiscalização (além da ausência de recursos de segurança viária) que dão ao trecho – do Varejão Gaspar até o semáforo da avenida Aníbal Davoli – a perigosíssima sensação de impunidade e superpoderes a quem se arrisca a desobedecer às regras mínimas de trânsito e levar risco a própria vida e de terceiros.


E olha que, de parte dos condutores, nem os seguidos acidentes e até mortes tem ajudado – como motivação – na construção de um trânsito menos desordenado pela principal artéria de ligação entre o centro e a zona Leste de Tupã.


Usuários enfrentam dificuldades até para a simples ‘travessia segura’ da Marília, graças a inexistência de faixas de segurança para pedestres. Uma que existe defronte à Igreja Pentecostal Deus é Amor, por exemplo, não tem qualquer sinalização indicativa e, totalmente sem fiscalização, é ignorada por pelo menos 90% dos condutores – um risco para qualquer pessoa que resolva exercer seus direitos de pedestre.


ABAIXO ASSINADO


Conversões à esquerda (que em horários de rush, muitas vezes param o fluxo regular e agravam o estado geral da via), manobras indevidas de retorno nas esquinas, muitos casos de velocidade (bem) acima da permitida, ultrapassagens proibidas (pela contramão) e até empinadas foram vistas em um ‘plantão’ de pouco mais de 50 minutos em trechos da via, entre as 17h25 e 18h15 desta terça-feira, 23/11.


E contribuindo com a situação de ‘paraíso da desordem’, no mesmo período, nenhuma viatura policial ou equipe municipal de trânsito foi vista no local, ainda sendo horário de pico, com movimento bem acima da média diária e percentual de abusos e riscos na mesma proporção.


E pela ‘milésima vez’ moradores e comerciantes realizavam, no final de outubro (no calor do registro a morte de um entregador de 20 anos), mais um abaixo-assinado, segundo um dos líderes, pedindo “para que o poder Executivo tome algumas medidas, como melhor sinalização, até mesmo mais um semáforo, e até radares também, ou a mudança de preferencial em alguma esquina aqui nessa região dos altos da Vila Formosa”.


Dias antes da morte do entregador Antony Robert Queiroz Cervantes, de 20 anos, ocorrida na madrugada do dia 31 de outubro, uma equipe da TV Record, esteve registrando os problemas de trânsito da via, na região da Igreja São José Operário.


Saiba mais em https://cidadereal.net/noticia/514/sem-fiscalizacao-transito-da-marilia-segue-sendo-um--paraiso-da-desordem-