Pompeia: Justiça marca júri de acusado de matar e enterrar corpos de mulher e enteada no quintal


A Justiça marcou para o dia 28 de abril a sessão do Tribunal do Júri que vai julgar o psicólogo de 36 anos, acusado de matar a esposa Cristiane Pedroso Arena, de 34 anos, e a enteada Karoline Vitória, de apenas 9 anos, que foram achadas enterradas na casa onde moravam, em Pompeia (SP), no dia 2 de fevereiro do ano passado.


O processo está em segredo de Justiça e o réu é atendido pela Defensoria Pública. O julgamento deve começar às 9h. Ele é acusado de duplo feminicídio, dupla ocultação de cadáver e corrupção de menor.


O acusado se encontra preso na penitenciária de Tremembé (SP). A filha de Cristiane e irmã de Karoline, de 16 anos, deve participar do júri. Ela é acusada de envolvimento nos crimes e apontou aos policiais, no dia da descoberta dos corpos, o local em que estava enterrado o corpo da irmã.


A adolescente negou participação no crime, mas a polícia acredita que ela deu cobertura ao padrasto e ajudou a enterrar os corpos.


Acata denúncia


A Justiça de Pompeia (SP) definiu que o psicólogo iria a júri popular. A sentença de pronúncia do réu ocorreu no dia 28 de setembro de 2021. O caso tramita sob sigilo.


A primeira audiência do caso foi realizada no último dia 29 de julho, de forma remota, com o acusado participando de forma virtual a partir do presídio de Tremembé, onde está preso.


Na ocasião, a adolescente de 16 anos, filha da vítima e suspeita de participação no crime, também foi ouvida remotamente a partir da Fundação Casa de Cerqueira César, onde está apreendida.


A Justiça acatou denúncia do Ministério Público, que indiciou o psicólogo pelos crimes de duplo homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de duplo feminicídio, dupla ocultação de cadáver e corrupção de menor.


O crime de feminicídio tem pena que varia de 12 a 30 anos de prisão e a ocultação de cadáver, de um a três anos.


Entenda o caso


Cristiane Pedroso dos Santos Arena, de 34 anos, e sua filha Karoline Vitória dos Santos Guimarães, de apenas 9 anos estavam desaparecidas desde o fim do ano passado. Os corpos delas foram encontrados enterrados no quintal da casa onde moravam, sob um contrapiso de concreto.


No dia em que os corpos foram localizados, a filha de 16 anos da vítima foi apreendida por suspeita de participação no crime. Ela foi encaminhada inicialmente à Fundação Casa de Araçatuba e atualmente segue apreendida em unidade de Cerqueira César.


Já o psicólogo foi capturado em 8 de fevereiro, em Campo Grande, enquanto trabalhava em uma obra. Ele foi transferido para Marília no dia seguinte e disse à imprensa que se arrependeu do crime.


Segundo o delegado, o acusado chegou a pedir abrigo a uma igreja em uma cidade do Mato Grosso do Sul como se fosse um morador de rua. Ele fez todas as refeições diárias e higiene pessoal na instituição enquanto estava foragido.


Em depoimento à polícia, o psicólogo detalhou que matou a esposa primeiro em uma briga, em suposta legítima defesa, com um golpe de faca. Em seguida, ele admitiu que matou a menina asfixiada com a mão quase um mês depois porque ela estaria questionando sobre a presença da mãe.


Porém, o laudo do IML que apontou a causa das mortes trouxe informações diferentes que contradizem a versão do acusado. A polícia acredita que as vítimas poderiam estar dormindo quando foram mortas.


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