Com alta no botijão de gás, procura por fogão a lenha aumenta no interior de SP


Desde o início do ano, o preço médio do botijão de gás de 13 quilos subiu quase 30%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo. Em várias cidades do centro-oeste paulista, é comum encontrar o produto por mais de R$ 100 ou até muito mais.


Com isso, para tentar economizar na hora de preparar os alimentos, tem família apostando no fogão à lenha como alternativa. Em Marília, as empresas que fabricam esse tipo de fogão, sentiram as vendas crescerem.


Na casa da mãe da cabeleireira Irani Guimarães Santos, o fogão à lenha era uma forma de reunir a família para momentos de lazer, mas agora virou um aliado na economia doméstica.


"Quando a comida precisa de mais tempo de cozimento a gente recorre ao fogão à lenha, A gente faz mocotó, feijoada, rabada”, conta a cabeleireira.

Em tempos de inflação alta, o fogão à lenha tem sido a saída mais em conta pra manter as chamas acesas na cozinha de muitas famílias.

O aumento da procura pelo fogão à lenha nos últimos meses foi de cerca de 85% em uma fábrica da cidade e a equipe foi reforçada para atender a demanda.

"A lenha quando colocada no fogão ela vai ter uma durabilidade muito maior do que o gás, um pouquinho de lenha fica o dia todo acesa”, afirma a empresária Priscila de Cássia Molina Scanavacca.


Em outra fábrica, foi preciso mudar a rotina de produção. Os fogões agora são feitos em larga escala e tem até modelo portátil que é menor e mais leve do que o convencional. De 2018 pra cá, a alta nas vendas foi de 300%.


“Nós tivemos que nos adequar, estamos mudando totalmente o processo, aumentando a produtividade porque a gente não consegue nem manter o estoque, então estamos trabalhando com sob encomendas. A nossa engenharia está mudando o produto, diminuindo o peso dele para reduzir o curso de frete e questão da logística”, destaca o empresário Edgar Benavides Amorim.

Fonte: G1 Bauru e Marília