Acusado de matar professora a facadas dentro de apartamento vai a júri em Marília


O mototaxista acusado de matar a namorada a facadas em Marília (SP), em janeiro de 2018, é julgado nesta quinta-feira (4). O Tribunal do Júri começou às 10h no Fórum da cidade.


O crime aconteceu dentro do apartamento da vítima, a professora Elizabeth Aparecida Ribeiro, que tinha 36 anos na época.


O acusado, Jeferson Carlos da Silva, fugiu após o crime e foi preso quase dois meses depois em Praia Grande, no litoral paulista.


O réu ficou preso desde então na Penitenciária de Marília. Ele foi indiciado pelo crime de homicídio com quatro qualificadoras - feminicídio, motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Se condenado, a pena pode chegar a mais de 30 anos.


Compõem o tribunal sete jurados, sendo quatro homens e três mulheres, que são escolhidos por meio de sorteio. Não há previsão para término do julgamento.

O crime

De acordo com a polícia, a professora de uma escola estadual da cidade morava sozinha em um condomínio de prédios no Jardim Palmital.


No momento do crime, Elizabeth estava com o namorado dentro do apartamento quando os dois discutiram. Segundo a polícia, Jeferson atingiu a namorada com uma faca no pescoço. A Polícia Militar precisou arrombar a porta e encontrou a mulher caída, já sem vida.

Após o crime, o suspeito fugiu em uma moto até a casa da mãe dele, que fica na mesma região da cidade. À mãe, ele teria contado o que aconteceu no apartamento e depois fugiu.


Jeferson Carlos da Silva já havia sido denunciado por outra mulher, que registrou boletim de ocorrência por agressão há alguns anos. De acordo com a polícia, Jeferson e Elizabeth viviam juntos há um ano e, até então, não havia situação de violência doméstica registrada.


Fonte: G1 Bauru e Marília