'Absurdo', diz Ministro da Educação sobre exigência de vacina para alunos


No mesmo dia da publicação do despacho no Diário Oficial da União determinando que instituições federais de ensino não podem cobrar vacina contra a Covid-19 para restabelecer a volta das aulas presenciais, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu com ênfase a medida em visita a cidades do centro-oeste paulista, na tarde desta quinta-feira (30).


Durante entrevista coletiva na cidade de Lençóis Paulista (SP), o ministro chegou a classificar como "um absurdo" qualquer tipo de exigência de documentos como certidão ou passaporte de vacina em instituições federais.

"Todos os professores estão vacinados e parte dos alunos dos institutos e das universidades federais também está. Então, não tem por que exigir [passaporte de vacina]. Aquele que está vacinado não tem que temer quem não está vacinado. Afinal, ele acredita ou não na vacina? É uma questão pessoal", disse Ribeiro.


O ministro afirmou ainda que, até que se defina alguma lei, a orientação do Ministério da Educação (MEC) é que as instituições federais não façam qualquer tipo de exigência semelhante.

"Enquanto não há lei federal, eu não acho correto nenhum reitor, seja de instituto ou de universidade federal, exigir uma certidão, um passaporte de vacina. Acho um absurdo. Se fosse assim, a gente deveria estender a exigência para outros tipos de doença. Isso está sendo usado politicamente, de uma maneira desequilibrada", afirmou.

Segundo Ribeiro, a decisão pela publicação do despacho se apoiou em uma manifestação da Advocacia Geral da União (AGU), além de ter levado em consideração decisões do STF sobre o tema e normas expedidas pelo Conselho Nacional de Educação.


Vacinação em crianças

Milton Ribeiro também se manifestou contrariamente à iniciativa de vacinar contra a Covid crianças de cinco a 11 anos. Para ele, a vacina contra o coronavírus ainda é experimental e os efeitos na vida de uma criança não são conhecidos.


"Se eu tivesse minhas filhas nessa idade, eu não as colocaria para vacinar. É minha opinião pessoal e espero que todos respeitem. Digo isso porque essa vacina [Covid] ainda é experimental, não tem o tempo de maturação de vacinas como a Sabin e a BCG, por exemplo. Além disso, a gente não sabe seus efeitos na vida de uma criança e esse grupo não possui uma letalidade tão grande, pelo menos no Brasil. As crianças aqui não são grupo de risco, a não ser que tenham comorbidades", afirmou Ribeiro.


No interior de SP, o ministro participou de uma reunião com a secretária municipal de Educação de Bauru, Maria do Carmo Kobayashi, para falar da implantação da Escola Cívico-Militar e do Instituto Federal no município.


Já em Lençóis Paulista, Milton Ribeiro se encontrou com o prefeito Anderson Prado (DEM) para anunciar a liberação de verba para a construção de uma creche e de uma escola na cidade.


Fonte: G1 Bauru e Marília